quinta-feira, 10 de setembro de 2009

MEU MAR

O mar que encontro não é grande, imponente
Esse mar lírico da ventura humana.
Meu mar sem heróis é pequenino,
E fala apenas de um tocar à margem,
Banhar meio acanhado
Defronte à horizontes mais extensos.

É futucar de dentro da canoa
Entre veios e lencóis de achegados rios
Pelo deslizar da mão numa fragilidade miúda.
Mar ausente de monstros
Ou precipícios medievos.
Mar inútil, carente de perigos.

Uma breve excitação
Na amplidão ensolarada,
Por entre paisagens irisadas.
Doce é o mar que me acompanha.
E eu sou para dentro, demais.
Mas me consola.

Gostaria de dividir meu mar
Mas ele se quer indiviso.

Meu mar, demografia modesta
Dos castelos de areia,
É desajuste sem feridas
Porque fecunda vacância.
Mar que é só a felicidade
Daquelas férias de escola.

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