quarta-feira, 1 de julho de 2009

PRONTIDÃO DE TERNURA E ACASALAMENTO PARA COM AS COISAS:

É preciso que falemos de palmeiras ao sol,
De barcos e acontecimentos.
É preciso que falemos o nosso amor
E para ele tragamos as palmeiras, o sol, os barcos e os acontecimentos.
É preciso até que façamos promessa em casca de árvore.
Mas não como paisagem inerte, ambientante e operária.
Não como pedaço de coisa sem vida,
Mas coisa singular, coisa amada.
Não coisa que faz pensar,
Mas coisa que faz pensar em nada.
E amá-la pelo poder de vazio e arrebatamento que instaura.

No amor se está feito ser indefenso.
Até quando instalados na vontade cansativa de desgastá-lo, amor...

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