sábado, 4 de julho de 2009

SOBRE O APARECER-SE (... e a poesia de bicho grilo de Mário Quintana)

O aparente não era o chão...
Uma legião de pássaros assobiou em mim.
O aparente não eram os sons...
E tua voz imensa reverberou em corpo.
Tudo estava quieto, menos eu.
E eu também não me graciava com nada.
Tinha apraiado nos sons de friagens,
Quando os rios já corriam em linguagem de corpo.
Apeei na grama feito grilo, quietinho, quietinho...
Até ficar muito-feito-grama.
Veio outro grilo e apeou em mim.
E vi que debaixo da gente a grama criava pernas...

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