sábado, 4 de julho de 2009

TARDE MONÓTONA

Ah, tarde monótona...
Desfio o cordão do tempo,
Depois o atiro, miolo de pão na lagoa
Até fazer estripulia sem razão com palavra.

Amores e consangüíneos conseqüentes,
Encrispam o vento em frações de tempo inútil.
Daí nasce uma literatura...

Vejamos onde começa a estranheza de um poeta:
Ele gosta de poder contar uma loucura que não é sua.
E amar muito e dedicadamente
As coisas que ele não é.
Crueza em olhar atentamente as coisas,
Só pelo prazer divinatório de dizê-las como não são.
O poeta é mesmo um mentiroso que escreve.

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